“Será que vamos descobrir o segredo do primeiro Pentecostes na Igreja? Será que vamos oferecer-nos humildemente ao poder renovador do Espírito Santo para que Ele possa nos libertar da nossa pobreza e da nossa total incapacidade de realizar a tarefa de anunciar Jesus Cristo aos nossos semelhantes? O Cenáculo é o lugar onde os cristãos se deixam, ao acolher o Espírito Santo, ser transformados pela oração. Mas é também o lugar de onde saímos para levar o fogo de Pentecostes aos irmãos e irmãs”(Cardeal Ratzinger, 1992, revista ‘New Covenant’)
Bento XVI, no seu discurso do Domingo de Pentecostes de 2008: “Hoje eu gostaria de estender esse convite a todos: vamos redescobrir, queridos irmãos e irmãs, a beleza de sermos batizados no Espírito Santo; sejamos mais conscientes do nosso batismo e da nossa confirmação, fontes de graças que estão sempre presentes. Peçamos à Virgem Maria que obtenha um renovado Pentecostes para a Igreja também hoje, um Pentecostes que disseminará entre todos a alegria de viver e testemunhar o Evangelho”. O Santo Padre explicou que a efusão do Espírito Santo no Pentecostes foi “o momento culminante de toda a missão de Jesus”, o dom pelo qual Ele morreu e ressuscitou para nos dar.
Em outra ocasião, o papa afirmou que “toda a missão de Cristo se resume nisto: batizar-nos no Espírito Santo, para nos libertar da escravidão da morte para abrir o céu para nós”.
Obs: certamente não se pode presumir que o Papa Bento XVI estivesse usando a frase bíblica “batizar no Espírito Santo”, exatamente como a Renovação Carismática o usa hoje. No entanto, ele está claramente chamando por uma renovação da graça do batismo e da confirmação de uma maneira que está diretamente ligada ao derramamento do Espírito em Pentecostes. Além disso, ele está bem ciente do uso deste termo na Renovação, da graça que tem transformado a vida de tantos milhões de cristão.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
PENTECOSTES E O NOSSO "AMÉM"
Em um post anterior eu comentava a Festa da Ascensão a partir do “oremos” da missa do dia. Hoje quero partilhar algumas coisas sobre pentecostes, a partir do primeiro “oremos” da missa de Pentecostes.
“Ó Deus, que, pelo mistério da festa de hoje, santificais a vossa Igreja inteira, em todos os povos e nações, derramai por toda a extensão do mundo os dons do Espírito Santo e REALIZAI AGORA, NO CORAÇÃO DOS VOSSOS FIÉIS, AS MARAVILHAS QUE OPERASTES NO INÍCIO DA PREGAÇÃO DO EVANGELHO”.
Bom, mais uma vez vamos aqui com o mesmo raciocínio da Ascensão, “Lex orandi, Lex credente”. Em primeiro lugar quero constatar que nós todos dissemos AMÉM (eu creio, eu aceito) depois que o sacerdote terminou o oremos. Ou alguém teve notícias de alguma celebração onde alguma pessoa levantou a mão lá do meio e disse “pera aí padre, eu não concordo com isso aí não, eu não digo Amém!”. Claro que não!! Todos ouvimos o oremos e dissemos, Amém.
Portanto, ao dizer este “amém”, nós dissemos que Pentecostes é HOJE! Dissemos que nós queremos um Pentecostes HOJE! E que este pentecostes que queremos, nós o queremos do jeitinho que aconteceu lá em Jerusalém! Ou seja, com curas, milagres, dom de línguas, pregação profética na boca de nossos pastores! Que queremos HOJE uma efusão tal do Espírito que as pessoas fiquem perplexas, e até mesmo nos considerem loucos ou bêbados, como aconteceu naquele dia!
Infelizmente a maioria de nós não quer dizer “Amém” para um Pentecostes assim. Preferimos continuar defendendo, argumentando e fazendo teologia a favor de um Pentecostes sem fogo, que em nada lembra o Pentecostes bíblico, isto quando não negamos os relatos bíblicos ou o consideramos apenas acontecimentos “necessários para o início da Igreja”.
Estou exagerando? Acho que não... Como foi sua missa de Pentecostes? Tudo bem, deixemos de lado o aspecto “carismático” da minha argumentação. Mas você conseguiu sentir um pouco desse fogo de Deus? Ou deu graças a Deus pela missa ter acabado e não ter passado de uma hora?
A verdade é que muitos de nós estamos nos arrastando na fé. Ainda estamos com as portas fechadas, com medo do mundo! Tímidos, fracos e cheios de dúvidas se ainda vale a pena estar com Jesus, se ainda vale a pena estar nesta Igreja! Precisamos deixar que o fogo desça, que Ele venha do jeito dele, mesmo sabendo que Ele vai quebrar nosso jeito “maduro” de pregar, rezar, ler a Bíblia e de fazer pastoral.
Muitos ao lerem Atos dos Apóstolos acham tudo aquilo lindo, mas suspira dizendo: “isso foi lá no início, foi importante no início da Igreja, hoje não precisamos mais destas coisas”, ou talvez sintamos uma santa inveja da ousadia daqueles discípulos e pensamos “bom, mas ele era Pedro né”. Se você nunca disse isso, com certeza já ouviu e ouviu da boca de quem não deveria. Acontece que esta nostalgia não é a fé da Igreja! A fé da Igreja pede um Pentecostes HOJE, com os MESMOS SINAIS E MARAVILHAS DO INÍCIO DA PREGAÇÃO DO EVANGELHO!
Estamos todos de acordo que é preciso evangelizar, que a missão da Igreja continua e essa missão é levar o Evangelho a todas as nações. Não seria bem mais inteligente se evangelizássemos hoje com as mesmas “ferramentas” da Igreja nascente? Estas “ferramentas” são os dons e os carismas do Espírito e o melhor método de evangelização é levarmos todos os que crêem a uma experiência pessoal com o Espírito Santo! Foi assim que a Igreja nascente fazia! Ou por acaso hoje é mais fácil evangelizar do que foi no início? Ser cristão hoje requer a mesma “Força do Alto” que os Apóstolos precisavam. Os tempos mudaram, mas a realidade da necessidade da conversão ainda é e sempre será a mesma. A doença da humanidade ainda é e sempre será o pecado, portanto o remédio não muda, “pois a promessa é para vós e vossos filhos, e para todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor, nosso Deus, chamar”(At 2,3).
Jesus disse que os discípulos receberiam a “Força do Alto” para serem suas testemunhas, “pois João batizou com água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo”. Eles receberam a força do alto e manifestaram os carismas do Espírito, nós também devemos querer receber a força do alto e manifestar os carismas!
“Então os discípulos foram anunciar a Boa Nova por toda a parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra pelos sinais que a acompanhavam” (At 16,20).
“Ó Deus, que, pelo mistério da festa de hoje, santificais a vossa Igreja inteira, em todos os povos e nações, derramai por toda a extensão do mundo os dons do Espírito Santo e REALIZAI AGORA, NO CORAÇÃO DOS VOSSOS FIÉIS, AS MARAVILHAS QUE OPERASTES NO INÍCIO DA PREGAÇÃO DO EVANGELHO”.
Bom, mais uma vez vamos aqui com o mesmo raciocínio da Ascensão, “Lex orandi, Lex credente”. Em primeiro lugar quero constatar que nós todos dissemos AMÉM (eu creio, eu aceito) depois que o sacerdote terminou o oremos. Ou alguém teve notícias de alguma celebração onde alguma pessoa levantou a mão lá do meio e disse “pera aí padre, eu não concordo com isso aí não, eu não digo Amém!”. Claro que não!! Todos ouvimos o oremos e dissemos, Amém.
Portanto, ao dizer este “amém”, nós dissemos que Pentecostes é HOJE! Dissemos que nós queremos um Pentecostes HOJE! E que este pentecostes que queremos, nós o queremos do jeitinho que aconteceu lá em Jerusalém! Ou seja, com curas, milagres, dom de línguas, pregação profética na boca de nossos pastores! Que queremos HOJE uma efusão tal do Espírito que as pessoas fiquem perplexas, e até mesmo nos considerem loucos ou bêbados, como aconteceu naquele dia!
Infelizmente a maioria de nós não quer dizer “Amém” para um Pentecostes assim. Preferimos continuar defendendo, argumentando e fazendo teologia a favor de um Pentecostes sem fogo, que em nada lembra o Pentecostes bíblico, isto quando não negamos os relatos bíblicos ou o consideramos apenas acontecimentos “necessários para o início da Igreja”.
Estou exagerando? Acho que não... Como foi sua missa de Pentecostes? Tudo bem, deixemos de lado o aspecto “carismático” da minha argumentação. Mas você conseguiu sentir um pouco desse fogo de Deus? Ou deu graças a Deus pela missa ter acabado e não ter passado de uma hora?
A verdade é que muitos de nós estamos nos arrastando na fé. Ainda estamos com as portas fechadas, com medo do mundo! Tímidos, fracos e cheios de dúvidas se ainda vale a pena estar com Jesus, se ainda vale a pena estar nesta Igreja! Precisamos deixar que o fogo desça, que Ele venha do jeito dele, mesmo sabendo que Ele vai quebrar nosso jeito “maduro” de pregar, rezar, ler a Bíblia e de fazer pastoral.
Muitos ao lerem Atos dos Apóstolos acham tudo aquilo lindo, mas suspira dizendo: “isso foi lá no início, foi importante no início da Igreja, hoje não precisamos mais destas coisas”, ou talvez sintamos uma santa inveja da ousadia daqueles discípulos e pensamos “bom, mas ele era Pedro né”. Se você nunca disse isso, com certeza já ouviu e ouviu da boca de quem não deveria. Acontece que esta nostalgia não é a fé da Igreja! A fé da Igreja pede um Pentecostes HOJE, com os MESMOS SINAIS E MARAVILHAS DO INÍCIO DA PREGAÇÃO DO EVANGELHO!
Estamos todos de acordo que é preciso evangelizar, que a missão da Igreja continua e essa missão é levar o Evangelho a todas as nações. Não seria bem mais inteligente se evangelizássemos hoje com as mesmas “ferramentas” da Igreja nascente? Estas “ferramentas” são os dons e os carismas do Espírito e o melhor método de evangelização é levarmos todos os que crêem a uma experiência pessoal com o Espírito Santo! Foi assim que a Igreja nascente fazia! Ou por acaso hoje é mais fácil evangelizar do que foi no início? Ser cristão hoje requer a mesma “Força do Alto” que os Apóstolos precisavam. Os tempos mudaram, mas a realidade da necessidade da conversão ainda é e sempre será a mesma. A doença da humanidade ainda é e sempre será o pecado, portanto o remédio não muda, “pois a promessa é para vós e vossos filhos, e para todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor, nosso Deus, chamar”(At 2,3).
Jesus disse que os discípulos receberiam a “Força do Alto” para serem suas testemunhas, “pois João batizou com água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo”. Eles receberam a força do alto e manifestaram os carismas do Espírito, nós também devemos querer receber a força do alto e manifestar os carismas!
“Então os discípulos foram anunciar a Boa Nova por toda a parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra pelos sinais que a acompanhavam” (At 16,20).
TORNANDO-SE UM ABRAÃO!
Tornando-se um Abraão.
Na oração de Laudes (oração da manhã feita pelos religiosos e padres, contida na “Liturgia das Horas”) a leitura proposta era a do livro de Judite.
“Rendamos graças ao Senhor nosso Deus, que nos põe à prova como a nossos pais. Lembrai-vos de todo o que Ele fez com Abraão e Isaac, e do que aconteceu a Jacó. Pois, assim como os fez passar ao fogo, para perscrutar (examinar) o seu coração, da mesma forma ele não está se vingando de nós. É para advertir, que o Senhor flagela os que dele se aproximam”. “(JT 8,25-27”.
O que saltou aos meus olhos neste texto foi a forma como a Palavra nos compara com os grandes patriarcas da fé: Abraão, Isaac e Jacó. “Rendamos graças ao Senhor nosso Deus, que nos põe à prova como a nossos pais. Lembrai-vos de todo o que Ele fez com Abraão e Isaac, e do que aconteceu a Jacó.” O texto é claro ao nos indicar que devemos compreender as provações pelas quais passamos tendo como base e exemplo estes grandes homens. Portanto, você e eu podemos crer que Deus, ao nos permitir sermos provados como Abraão, quer fazer de nós um Abraão!
O texto diz que eles passaram pelo fogo, pois pelo fogo das contrariedades, tribulações e tentações, Deus os estava perscrutando (examinando), ou seja, purificando. Assim também acontece conosco: a prova de fogo de hoje é a correção, a purificação de Deus. E para quê? Para que você e eu cheguemos a estatura de um Abraão, de um Isaac, de um Paulo, de um Francisco de Assis, de uma Madre Tereza, etc.
A provação nos leva a darmos passos de fé, a apoiarmos nossa existência em Deus. Ele se utiliza da dor, da contrariedade, dos limites... essa é a pedagogia de Deus, esse é o seu método. Então rendamos graças ao Senhor que nos aplica seu método! Se é de Deus necessariamente é o melhor.
Todos nós podemos constatamos essa verdade: sempre saímos mais fortes, sábios e santos de uma provação. Portanto, podemos dizer sem medo de errar: SE DEUS ME PROVA COMO PROVOU ABRAÃO É PARA QUE EU ME TORNE UM ABRAÃO!
Na oração de Laudes (oração da manhã feita pelos religiosos e padres, contida na “Liturgia das Horas”) a leitura proposta era a do livro de Judite.
“Rendamos graças ao Senhor nosso Deus, que nos põe à prova como a nossos pais. Lembrai-vos de todo o que Ele fez com Abraão e Isaac, e do que aconteceu a Jacó. Pois, assim como os fez passar ao fogo, para perscrutar (examinar) o seu coração, da mesma forma ele não está se vingando de nós. É para advertir, que o Senhor flagela os que dele se aproximam”. “(JT 8,25-27”.
O que saltou aos meus olhos neste texto foi a forma como a Palavra nos compara com os grandes patriarcas da fé: Abraão, Isaac e Jacó. “Rendamos graças ao Senhor nosso Deus, que nos põe à prova como a nossos pais. Lembrai-vos de todo o que Ele fez com Abraão e Isaac, e do que aconteceu a Jacó.” O texto é claro ao nos indicar que devemos compreender as provações pelas quais passamos tendo como base e exemplo estes grandes homens. Portanto, você e eu podemos crer que Deus, ao nos permitir sermos provados como Abraão, quer fazer de nós um Abraão!
O texto diz que eles passaram pelo fogo, pois pelo fogo das contrariedades, tribulações e tentações, Deus os estava perscrutando (examinando), ou seja, purificando. Assim também acontece conosco: a prova de fogo de hoje é a correção, a purificação de Deus. E para quê? Para que você e eu cheguemos a estatura de um Abraão, de um Isaac, de um Paulo, de um Francisco de Assis, de uma Madre Tereza, etc.
A provação nos leva a darmos passos de fé, a apoiarmos nossa existência em Deus. Ele se utiliza da dor, da contrariedade, dos limites... essa é a pedagogia de Deus, esse é o seu método. Então rendamos graças ao Senhor que nos aplica seu método! Se é de Deus necessariamente é o melhor.
Todos nós podemos constatamos essa verdade: sempre saímos mais fortes, sábios e santos de uma provação. Portanto, podemos dizer sem medo de errar: SE DEUS ME PROVA COMO PROVOU ABRAÃO É PARA QUE EU ME TORNE UM ABRAÃO!
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